E agora fui eu que fiquei
Que te deixei
Escorregadia no tempo
Que joguei os restos ao vento
Enrolada na certeza
Que não tinhas mais a pureza
De fazer a verdade
Sem cortar com crueldade
Um coração abandonado
Que mesmo a ti havia enganado
Que não descansa mais em paz
E que tu agora desfaz
Há sempre uma loucura no caminho
Que tu cometes á procura de ninho
Pra curar tua inexplicável dor
Sim, com ele, sim com ele!
O maravilho, o belo, o inquestionável amor...

O barco
O barco que leva
Que no vento parte
Que á noite se quebra
E dias depois se parte
Que nunca de cima despenca
Mas que no fundo desaparece
Nesse sim quero navegar
Companhia?Não obrigada
Neste barco nada se carece
Aqui se faz pensar
E nem sonha com a chegada
Até mais....

Sou sentimental demais
Na secura que dói em lágrimas
De nada adianta cortar os pulsos
Pra sangrarem no pra sempre
Sem que sangrem minha solidão
Até que sequem-na
Eu só queria quebrar o gelo
Mais nada
Feche este último ciclo
E deixe que teus braços se fechem em ti
Que te prendam ao real
Corte ao pulsos pela última vez
E deixe-os para trás....
[Não os pulsos, os sonhos]
Chore pela última vez e jure ao “pra sempre”
Que pra sempre você jura que chorar não irá mais...
[Lavar tua alma ferida, cortada, tão decepada pela alegria fugaz]
Corra na chuva, esqueça tudo
Deixe a água acalmar teus sonhos incandescentes
Antes que te afogues na enchente
Viva até que a primavera chegue
Para que tu te enterres nos jardins renovados
E suma com as flores murchas do passado
Rasgue teu peito, acima de tudo
Rompa tua alma [até então] presenteável
Para que tu finalmente olhe [nos teus] nos olhos dela
.
.
.
.
.
Meu blog vai criar teias, mas quando eu retornar de viajem, espero postar algo realmente novo...
Pra quem fica,ou passa....feliz natal e ...mais um próspero ano novo!Beijos...
Que constante este meu pensar
Ele desanda palavras num tobogã retorcido
Recoberto de espinhos pra rasgar minha razão
E libertar o desejo tão grande e reprimido
Até que escorra por completo da minha mão
E eu não possa mais segurar e me enganar

Incrível como algumas horinhas vagas na manhã podem nos levar para anos atrás e nos deixar lá. Ao som de Íris-Goo Go Dolls obsessivamente isso pode se tornar ainda mais interessante, quase um filme...
Essa história começou com fotografias, com boas fotografias, que exalaram o ar de nostalgia me deixando entorpecida.
Como eram essas lembranças? Confusas, muito confusas, tristes, lúgubres...enegrecidas, profundas, revoltadas, inconformadas, e muito, muito sonhadoras. De todas as características, apenas as três últimas é que foram enfraquecidas com o tempo, reforçando as primeiras... é natural.Depois as lembranças vão se tornando pálidas, sem trilha sonora nem ar algum de nostalgia, com tempo as lembranças tornam-se vazias.
O que antes doía, o que antes era profundo e visceral se torna insignificante diante das circunstâncias reais, a melhor forma para que de nada tenham valido os momentos passados, mesmo que, quando presentes tenham sido perfumados e encantadores nos parecendo poderosos e invencíveis, nos deixando calmos e seguros de tudo, nos deixando simplesmente felizes.
Existem ainda as lembranças que não sabemos de que, lembranças constituídas apenas de um sentimento que não sabemos qual, seguido de uma saudade sabe-se lá de quê que nos consome por horas a fio, cada vez que vemos, ouvimos ou vivemos uma situação que nos é familiar, mas que nunca nos pertenceu, nos causando um enorme vazio por que a única coisa que conseguimos fazer é simplesmente sentir, definhar de dor sem porquê, mergulhando em sonhos que nunca sonhamos ter, mergulhando em desejos que nos são estranhos, mas sentimos cada vez mais a necessidade de sacia-los.Vagamos nos vazio, vagamos infinitamente nos deserto de nós mesmos...

A inutilidade de sonhar é meu motivo de morte
Porque meu único motivo de vida foi destruído
Queria ver os anjos negros que voam sobre os antros de dor
E perguntar-lhes o que os levou e destinarem uma eternidade ás trevas
Tenho medo que me respondam: A morte de nossos sonhos...
Porque querem que eu sinta conforme o que me acondicionaram?
A esperança foi assassinada quando dei meu primeiro choro
Empurraram-me num jogo cujas regras dilaceram meus objetivos cruelmente
Todas as lágrimas lúdicas esvaíram-se rompidas pelos espinhos dessa prisão
Elas escorrem derrotadas, fracas, e acima de tudo inúteis
Lágrimas inúteis que rasgam meu peito até que meu corpo se renda
E meu amor adoeça solitário e invisível, negro e carregado
Como uma nuvem dona de tempestades
E pela janela eu olho o vazio que varre as folhas secas
Enquanto ouço as súplicas do meu sangue implorando sua liberdade
Persuadindo minha ilusão, prometendo uma fuga sem volta
Por que eu haveria de não querer?
Por que eu haveria de ter tudo?
O tudo pra mim já está escrito, e não volta mais

Eu não queria mais fazer teatros, porém os espetáculos são tão belos que não consigo parar....As cores são tão intensas e chorosas, a dança que as flores fazem no palco ao murchar é simplesmente perfeita. Esse jogo todo de dores hipnotiza, é tão belo agonizar na solidão e só ter ajuda no último fiapo de vida. É único o momento de ser embalado num colo mórbido sob olhares lânguidos de uma mãe carnal e incerta, de uma mãe selvagem...
Ter esses lençóis doentios pra se deitar até que todo o corpo apodreça de tantas lembranças molhadas brotarem de um coração satisfeito de ilusão, farto de espinhos de amor, que o perfuram insistentemente derramando o sangue que alimenta tantas flores sedentas, famintas desse teu líquido nutritivo e sombrio. É nesse cenário que elas florescem e exalam o perfume da morte. Sem elas teu amor não existe, sem teu sangue, não haveriam mais jardins de insanidade, jardins da tua matéria tão querida e atraente, para que vague entre eles até que goze todos os seus sonhos distantes, todos os seus sonhos inúteis, vazios, impossíveis.

Ainda lembro do conforto de me deitar pensando
Na minha vida que adormecia em meu leito
Ainda penso no que senti ao me recolher dos sonhos
E repousar no infinito desse fogo que me arde vagamente
Compondo silêncios de desejo que ecoam timidamente até você
Sei das tuas palavras cortantes que rasgam meu peito
Até que sangre todo amor composto no invisível
Disperso em delírios de fuga
Sufocando a lágrima autêntica que envolve as palavras simples
Desde o poema difícil, incompleto
Desfeito pelo último amanhecer calado
Que trouxe consigo os raios da desilusão
O desespero dos queridos que mal sabem dessa dor
Que carrego na busca pelo desfecho
No adeus livre
Que balbucio em prantos
Implorando trégua ao dono da história

Eu queria muito aceitar o mundo como ele é, mas não consigo, duvido. Pra ser mais clara, eu não quero acreditar que nasci numa sociedade ocidental...Pra mim ela é a chaga da humanidade.
Ocidentais só poluem o mundo com tanta tristeza, com tanto ódio, mágoa, lixo, com tanta destruição. Está certo de que a sociedade Oriental não é perfeita, mas é quase. Ela feita de humanos. Porém é desses humanos que me refiro.
O Ocidentais conduzem suas vidas sem rumo até que algo de muito ruim aconteça para que eles questionem por quê.Questionam por causa desse imenso vazio que os habita.Esse caos que os cerca.
A solidão sem causa é motivo de tudo isso!Solitários sem causa.
Não quero que nos tornemos Orientais, mas que talvez nos interessássemos mais em buscar nossa essência sem meios materialistas, sem mecanismos de culpa, sem criamos leis que devemos seguir pra não ir para o inferno. O único inferno que existe está dentro de nós mesmos. Se o inferno está dentro de nós, por que não também o chamado "paraíso"?
Não acho que devemos corromper uma cultura, só acho que devíamos libertar as amarras do sofrimento desnecesário.Só devíamos todos num mesmo instante, parar absolutamente tudo que fazemos, tudo que pensamos, tudo que sentimos, pra simplesmente ouvir nosso coração, ouvir a vida. E que toda a sujeira entranhada em nossas almas fosse varrida por lágrimas sinceras, lágrimas que ardessem am nossas feridas cicatrizando-as, e que ao abrirmos os olhos novamente, encontrássemos uma nova Era, um novo tempo.
Um trégua, tempo, um novo tempo!
Sinto saudade de fazer yoga, sinto saudade de tocar violão na praia no final da tarde, sinto saudade de sonhar sem compromisso, mas sinto somente saudade e quando lembro meu peito por instantes sufoca, as lágrimas correm e logo depois sinto a satisfação de mais uma recordação, sem ferir, apenas um alívio para um momento um pouco mais estreito.
Eu não encontro os limites aqui, não os sinto. Sinto os limites dentro de mim, e são esses os limites que pretendo quebrar, pra chegar ao outro lado.
Pois gosto, sinto, sofro e amo!Pois morro a cada instante retornando logo á vida com toda a energia de um bebê.
Não consigo ler, nem escrever porque a todo momento minha mágoa revolve-se nas ruas, nas esquinas em todo lugar.Com seu rosto meigo, alegre, amigo, apaixonante...A paixão que exala do seu ser assume um tom de flecha que atinge em cheio o meu amor, quebrando meus sonhos, roubando a companhia que me guia, que me acende, que me vive.
Enquanto meus olhos caminham pelas palavras reais, minha alma se dissolve em lágrimas, meu sangue arde até fundir meu peito rijo e vermelho.
Eu não quero mais crescer. Quando eu ainda abria os olhos pra esse mundo novo, meu tanque estava cheio de esperança pra viajar pelos caminhos desconhecidos.
Eu era vazia, sempre fui.Eu era sonhadora, sempre fui. Eu era feia...sempre fui. Mas ainda tinha tempo. Estava no primeiro round.Tinha muito fogo pra queimar.Tinha muitas lágrimas inocentes pra chorar.Tinha muitas madrugadas pra planejar.Tinha muita gente pra eu me apaixonar. Muita música pra escutar. Muita história pra criar. Muita praia deserta pra questionar. Muitas manhãs pra acordar. Eu ainda tinha todos os motivos pra discordar. Tinha todas as opções pra não escolher. Tinha todas as dores pra sentir, ainda tenho.Mas havia esperança Pensava que a puberdade se aplicava eu jeito de ser também....queria mudar. Estava viva na época de construir os sonhos, de montar os planos e estava certa, havia tempo, mas este estava correndo, e eu não estava em forma e disso eu tenho certeza!......Como eu era normal, era tão normal que queria ser diferente e engraçado...eu continuo normal, só que agora diferente.
Sem forças.
Eu tinha a cidade imensa pra vagar. Todas as chuvas pra me molhar.As faculdades todas pra cursar. Eu tinha todo direito de chorar, pois não tenho mais. Eu tinha todos os bancos pra me sentar, olhar o mar e deixar a maresia regar meu desejos, minhas paixões que se abriam á luz da lua ainda férteis. Eu ainda tinha o direito de errar. Eu podia não saber. Eu podia acreditar. Eu tinha que me esconder, não queria.Eu queria buscar, não devia. Eu tinha tempo. Eu tinha direito, meu deus eu tinha tudo! Não tinha amor.
Como eu tinha companhia! Sempre estava abraçada com eles, meus amigos queridos, meus cantos, meus desertos, minha lua cheia e as estrelas.E sempre que precisava, eu tinha o kit Wicca de primeiros socorros.
World of make believe!
World of make believe!
World of make believe!
World of make believe!
World of make believe!
Não agüento mais saber! Porque sei!Eu sei! Eu sei!
Queria que soubessem, o quanto dói ter me perdido também. Me dissolvido nos erros.

Perdi as palavras, perdi o jeito de perder
No meu joguete de fuga, estou confusa
Não sei verso, nem universo, nem poema nem escrever
Nem melodia... molhada, triste, macia
Por que sinto e ressinto no mesmo recinto de doer
Não vejo letras nem pensamentos nem acordes, nem inventos
Porque canto o vazio
Dos símbolos incompreendidos
Canto gritos não ouvidos
Pois bato e rebato o vai-e-vem das golfadas de amor
Que insistem em sair como loucas
Sem malas, nem livros , sem trouxas
Buscar uma fantasia tola
Impura ao doer, livre ao correr, insana em morrer
Insana em morrer, insana em morrer, in...sana em mo...rrer, ins.........

Vambora
Entre por essa porta agora
E diga que me adora
Você tem meia hora
P'ra mudar a minha vida
Vem vambora
Que o que você demora
É o que o tempo leva
Ainda tem o seu perfume pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Dentro da noite veloz
Ainda tem o seu perfume pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Na cinza das horas
"Eu não gosto do bom gosto, eu não gosto de bom senso, eu não gosto dos bons modos,eu não gosto"
Senhas, Adriana Calcanhoto
...Bem, acho que estou voltando a respirar, talvez eu volte a levitar nas palavras e me afogar no sentidos, talvez eu volte a me perder...

O vermelho pode ser minha liberdade, meu tormento,que sufoca verdadeiros instintos, minha integridade, seja ela boa ou ruim. É como trilhar uma estrada encoberta por espinhos, e no caminho deparar-se com uma bifurcação, então você lembra daquela velha cigana, que um dia leu seu destino e disse qual rumo tomar quando a escolha fosse necessária.
Este vermelho é o que corre em minhas veias, que às vezes se torna espinhento, dilacerando-as, expondo o que há de mais precioso em mim. Se ao menos fossem diamantes.
Um cachoeira negra que não existe, quebrando todo encanto que havia. Como aquela visão em um dia de glória, o dia da canção que até hoje tento tocar.
Então você visualiza a grande hematita, quando se espelhou nela e viu-se no céu.
Um vermelho mostrou-me o que eu tinha de melhor, enquanto outro mostrou-me o que tenho de pior, do que não posso me livrar. Mesmo sabendo as armas, não sei usá-las, tremo diante do inimigo.
Descobri as lágrimas quando adotei o vermelho, quando adotei o vermelho, me descobri.
São palavras tolas aos olhos da ignorância, porém sabias aos olhos do coração.Qual seria a solução? Adotar o preto? Não, é mergulhar no abismo, propriamente.
Desejo uma morte feminina. Depilar as pernas e aproveitar a gilete pra cortar os pulsos. Pronto ai esta o seu vermelho, o qual tanto deseja. Abundante, livre. Isso é só um trecho obscuro do qual me recordo, mesmo não tendo chegado ao fim.
resgate!resgate!resgate!
" Você é assim, um sonho pra mim, quero te encher de beijos..." =)

As minhas palavras são pra ninguém
Assim como os meus sentimentos
Mesmo assim eu insisto em dirigi-los a alguém, especialmente, seja quem for e como for
Compartilho minhas saudades obsessivas com um vazio o qual eu gosto de mergulhar Sonhadoramente em busca dele mesmo
Olho-o como um horizonte, um novo caminho
Como se estivesse a espera de uma viajem transformadora
Porém continuo com os pés no mesmo lugar
Continuo com os mesmo desejos e só desejos
Que não ecoam nada de belo ou feliz
Apenas meus gritos ecoam silenciosamente dentro mim
Oprimindo meus sonhos e minhas esperanças.
Não perco um minuto das horas eternas que posso senti-lo dentro de mim
Sinto-o somente dentro de mim, sinto-o completamente
Enquanto as lembranças recentes ardem no meu coração
Assim como seu doce que soou amargo e eu senti profundamente
Sinto profundamente todas as suas palavras mesmo que elas não me pertençam
Mesmo que elas não sejam pra mim
Fico embriagada na lua passada
Nas palavras calmas, e firmes que me deixaram caminhar levemente.
Queria que fossem importantes pra você, porque você é importante
Enquanto caminho na minha cúpula de estrelas eu o vejo
E sinto todos os arrepios do passado
O vento que me embalou até aqui
As luas claras que me fizeram ver você, porque você é importante.

A sexta que foi
Para que tantas reuniões obscuras às escuras.
Sozinhos podemos fazer tudo assim também .
Quero dizer, ela estava tímida, porém magnífica.
Disse algo que me excitou.
Esqueci dos cantos escuros, das lágrimas, das fortes dores que me faziam querer doer mais.
Esqueci daquele dia em que um dos vinte sete véus caiu.
Já esperamos tanto, eu quero tudo agora, só temos até o amanhecer,
Até que os cantos escuros sejam varridos, onde as reuniões obscuras adormecem,
Quando meu amor pula, aqui dentro.
Não me importo se não quiseres mais vir comigo
Mas por enquanto vamos passear na floresta morta, enquanto seu lobo não vem . Quando ele chegar iremos até a clareira fazer nosso ritual de saudação.
Nosso ritual de saudade.
†Enquanto lúdico†
Nada de acordar antes do dia amanhecer.
Por enquanto é necessário permanecer em meus vôos noturnos, pois
o que desejo é completar, fazer perfeito.
Desejo sentir a suavidade, o suor e o medo.
Proteger, como uma concha, guardada , cheia de história a qual recorremos quando precisamos ouvir novamente aquelas palavras, sentir aquele impulso controlado, aquela dor sem por quê. .
Assistir ao filme de perto, senti-lo.
O que quero é sentir na pele, no peito, segurando até o último segundo, para explodir.
Em busca do duelo perdido
Vamos buscar a simplicidade das coisas.
Eu estava caminhando á procura do Elo perdido das lembranças de minha infância sem rumo nem sentido, pensando como seria a revolução tão desejada. Subi no alto e fiquei a matutar...Então sentei pra que nada fosse incômodo, pedi uma taça de vinho e deixei que as emoções fluíssem de tal maneira que eu não hesitaria em nada, afinal era uma revolução e se fosse necessário derramaríamos sangue, mas as únicas coisas derramadas foram lágrimas e vinho....Desci correndo ainda que tonta e confusa e peguei carona no primeiro trem que passou, que “trem” esquisito...Lá dentro não havia ninguém, exceto o Sem Face.
Agora é com ele que comecei minha outra viagem, à um mundo desconhecido até então por mim. Eram gentis os seus modos mas errôneos seus sentimentos, presos em um lugar sem janelas pra olharem o amanhecer e sentir um outro horizonte.Pois eu o trouxe .
Sim, dançamos. Em águas geladas e negras, profundas, mas que só eram assim, quando não havia mais o sol pra refletir o céu e evaporar o cheiro encantador da liberdade...Foi como voltar o ventre: sedentos por um mundo novo porém ainda despreparados pra encara-lo de verdade, lá é muito frio...
Por fim o sol foi-se embora e todos os sonhos desfeitos, o que sobrou foi céu escuro , com estrelas sábias piscando lá no alto, simplesmente observando todo universo e aprendendo com ele, elas são pra mim, “monjas”, que á noite meditam e nos inspiram sabedoria. E quando uma delas põe-se á correr com uma imensa cauda eu peço pra que me diga quem será o Tao que me fará feliz...
Novamente só, subi na torre e fiquei á espera de uma nova oportunidade de revolucionar...Revolucionei à mim. Cortei as tranças e fui aprender bordado, porém furei o dedo, então resolvi experimentar o gosto do meu próprio sangue e gostei, mesmo que vago e insuficiente, eu quis mais...

"Sempre me vi correndo nos campos livremente quando era criança...achava que isso era a verdadeira libedade, achava que esse era o caminho mais rápido pra voar...Correr, correr e correr, em um campo vazio, imenso, com ventos fortes embalando flores, somente uma árvore e eu, mas só agora eu senti o preço da tão desejada liberdade, que depois de grande se torna solidão.
Sempre ouvi que eu não era desse mundo, que aqui não havia lugar pra mim, que eu não me encaixava de modo algum em nenhum padrão, que vagaria eternamente pelos desvios da vida, onde ninguém passava, exceto aqueles que procuram um atalho, mas para onde? Não sei, só sei que vou descobrir primeiro que o mundo..."
†Clareira†
Agora está frio aqui dentro
E eu à procura de um céu cinza
Pra me esconder e sentir minha dor em paz
Pra poder sentir absolutamente a sensualidade dos acordes
Que me embalam pra longe, quase tocando o céu
E devagar sentir sua voz excitar meu corpo
Mesmo que doentes e confusos
Desejamos um ao outro
Eu, desejo ela
E ela só é viva quando desejada por mim
Obsessivamente juntos
†Vagas Limitadas†
Eu subi na árvore pra ver o horizonte
Mas era alta demais pra mim
Não tive forças pra chegar até o copa
Pois a copa já estava ocupada
E num segundo eu despenquei
E rompi meu peito
Estraçalhei meu coração
Agora, vago sem saber o que sentir
Pois meu amor já não é mais o mesmo
Pois meu coração já não é mais inteiro
†Perdi meu tempo†
Hoje meu tempo molhou
E depois de um tempo
Ficaram mofadas minhas saudades
Que antes escorriam do céu
Enxurrando meus sonhos
Confortados em uma imensa casa de papel
Que molhou com as saudades
E deixou meus sonhos ao relento
Que afogados nela pediram-lhe que desaparecesse
E eles...deixassem de ser pequeninos sonhos
Pra se tornarem grandes realidades.
Cassandra
"Minha inspiração se esvaiu, quando olhei á minha volta e não vi nenhum ser humano ...eles eram meus modelos favoritos. Tive que voltar ao meu jardim e olhar por longos tempos toda aquela beleza morta pra ver se eu ao menos me recordava de algo quente e triste o suficiente pra me deixar feliz e inspirada.
Vi somente uma harmonia incompressível, movida por vidas mortas e perfeitamente mecânicas que me deixaram confusa e vazia. Senti vontade de pular no rio com pedras nos bolsos, e talvez encontrar inspiração noutra forma de vida...mas seguido desse pensamento lembrei que minha idéia não era original, e logo fui tomada por uma nostalgia profunda. Tentei beber o remédio dos ratos mas, era amargo e açúcar não foi suficiente, talvez mel feito por abelhas roxas de asas de purpurina mágicas, mas eu não o possuía no momento. O melhor era novamente deixar meu coração de molho num copo de cristal ao lado da minha cama e dormir com a sensação de viajar em deserto do Texas, com uma trilha sonora solitária."
Fuga
Abra as portas pra eu entrar nos seus beijos tristes
Pra eu ver de perto sua dança hipnótica
E sentir contigo o gosto das alucinações
Que me acompanham na roda megagigante
Onde vejo o mundo tão pequenino
Deixa eu me infiltrar no teu corpo frio
E faze-lo sentir o que é realmente ter sangue
Dentro...quente,molhado,acolhedor,embriagado
Coagulado...
Eu sei que penso que sei
O corte foi profundo
Lento e pensado
E logo depois sentido
Sentido que não domino
Prefiro o gosto do meu sangue
Ao gosto das suas lágrimas
Prefiro minha vida sem graça
Que sua morte
Contida, sim
Fria, jamais
Frio, ás vezes
Sem graça, quando quer
Essa distância que não entendo
Uma proximidade que não sinto
Deliro pelo cheio de mar
Enlouqueço por não saber nadar
E você, segue a correnteza
Então, ponho-me a esperar uma estrela cadente
Pra pedir a ela
Uma carona pra o espaço
Mesmo que no caminho eu junte cacos da lua de cristal
E guarde-os comigo, como conchas, papéis, cacos dos sonhos,
raios do pôr-do-sol, lascas de árvores,
letras de uma sopa de canções
Desejo tudo
Desisto de querer nada
Quero tingir o veludo azul de vermelho
Derramar rosas ao mar, quebrar as asas e simplesmente cair
E me perder
Dedico
"Ela escreveu o poema e foi pro quarto, mas pra onde foi não importa, o que importa agora que já estamos no final, pois me deixe prosseguir mesmo sem saber pra onde. Deitou as pernas cansadas de tanto caminhar nesta linha tão fina como seu tempo de vida...E ler as instruções da viajem, que espera não demorar muito afinal o que mais quer é isso, viajar sabe-se lá pra onde e por quanto tempo, o importante é poder caminhar em terra firme ou o que quer seja, porque é o quer que seja."
I'M SO SAD!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
O brilho eterno de uma mente...e lembranças
O brilho eterno de uma mente ... lembranças
A partir de hoje
você será o meu melhor amigo
Será aquele que irá invadir meu peito ferozmente
Levando consigo
As mazelas que me corroem
Que irá levar os desejos perdidos
Os sonhos mortos
E as conchas de memória
Será você que me levará embora
Que ira soprar minhas feridas
Quando estas latejarem
Diante deste iceberg
Pois nada mais lateja, a não serem feridas antigas
Depois daquele último gole,
Meu coração se embriagou de lucidez e mágoa
De dor insuportável, infinita
E teu desejo de morte? De nada adianta
Pois quem deseja
Sou somente eu
Na noite de lua bela e clara
Logo ela se escondeu
Como da outra vez
E os sonhos se foram
Ficou somente o silêncio daquela música
Que me avisou
Restou o amanhecer vazio
Por estar incompleto
Por que o cacos são pequenos demais pra remendar
Assim como teu amor medíocre e cômodo
Assim como meu amor lúcido
Preciso do teu sangue e da tua escuridão pra viver
Da tua frieza pálida
Das tuas palavras de papel
Preciso de uma taça de sangue teu
Com duas pedras da lágrimas tuas
Pra saciar minha sede de amor
Pra saciar o desejo da tua dor
Mentiras incompreendidas
Por quê?
Avisos calados
Anunciando a verdade certa
Incerta por mim
Que não suporta a coerência das certezas
Sendo incoerente assim
"...amar é ir se morrendo pela vida afora
é refletir na lágrima o momento breve
de uma estrela pura cuja luz morreu
numa noite escura triste como eu..."
Vinícius de Morais
"Quem é mais sentimental que eu?! Eu disse e nem assim se pôde evitar..."
Sentimental,Los Hermanos
Equívoco
Sentiu as luzes se apagarem
E no peito o silêncio mordaz
As lembranças destroem o minuto lascivo
E mergulham na dolência profunda
Sentiu seu amor lânguido
Fitou o brilho mórbido da lua
Já sem forças pra ressucitar
E no instante
Desejou a liberdade de não sentir nada
Somente vagar sem rumo, sem sentido algum
Apenas o desejo velado de amor.
As horas nuas, as horas cruas
Deixei as horas nuas de lado
Troquei por um campo que libertasse
Perdi as repostas, perdi a chance de ganhar
Suportar o suposto?
Não, não tolero mau gosto
Então fico aqui com as certezas
Com a fria certeza de que passou
O tempo correu
A luz foi embora, e o que é agora
Somente uma sombra
Um fiapo vazio para eu puxar
Fechar os olhos pro tempo
e não querer mais que um beijo
Sem suspiros de desejo
Não mais, não mais
Sem o apelo algum
Apenas os impulsos guardados
De lembranças tais
Sim, é com esta rima
Que meu desejo se afina
Não me importa a quem se destina
O suplicio dessa sina
Que não agüento mais
ah!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Já que não posso
Desposso
Descaso
E passo...
Acho que que já quebrei as taças,tomei os goles proibidos,
desejei os beijos secretos ,perdi as asas,
já lançei perssuasivos golpes, desisti dos campos,
da desejada clareira, que enegresseu meus ludicos anseios.
O que faço e encobrir tudo com versos pintados,
versos esculpidos sem talento algum, apenas desfazer o não feito,
apagar o escuro, errar de novo.
Quero errar de novo, eu preciso errar,
sentir a dor, o gosto amargo do outro dia sem calor,
sua frieza, sem a áspereza da sua pele, sem poder escorregar em ti,
sem o pedaço de perfeição, sem os erros encarnados,sem os sonhos molhados,
sem roteiros quebrados, sem a palidez do sol,
sem o vôo dos soldados, o vôo dos soldados...
Só e somente,
a melancolia dos acordes,o brilho distante do sol,
o uso perverso dos meus sentidos, e o desejo intenso de perdê-los e vagar nos teus caminhos,sem paredes, sem lembranças, apenas o prazer de não ter dúvida, apenas o prazer de ter, de ti.
Eu voltei
Que delícia esta chuva
Lembro-me das madrugadas ...
Do registro que ganhei
Pena que agora é tarde pra me afogar
Senti o gosto da liberdade
Senti também o gosto amargo da desilusão
Sim está claro, pois deixe como está
Eu só quero as lembranças, feitas por mim
Quero sentir a dor que me traz
Sentir a leveza sem você
Sentir o beijo sem você
Sentir tudo o quanto posso
Ao som do que eu posso ver e lembrar
Quero chorar todo o meu direito
Amar o quanto posso
Congelar meu peito, como quero,
Congelar meu peito pra sentir eternamente, como você
Agora deixe-me voar
Nos encontramos quando eu der um rasante nesse imenso mar...
Em meio a tolices
Um cale-se de vinho.
Depois tenta.......
Esqueça as luas
Eu quero nada
Quero somente a beleza da tua dor, da tua arte
Quero gozar com o que te corrói por dentro
Com a tua angústia, com o teu talento
Não mais invento
Nem tento.
Chegaram os tempos de melancolia
Quando as superficialidades tolas se vão
Livrando de ilusões
São somente tardes de pose para o horizonte
Enganando o tempo
Sendo a mais sentimental
Com saudades de ti, filho da ametista
Com saudade do teu ascendente, Câncer
Nada de silfos leves nem lugubricidades
O que sente, é nas veias
Sente o corte, sente o sangue
Na garganta, não mais que vinho
No peito não mais que espinho
Não mais que sonhos
Não mais que nada.
Nada de sonhos, nada de nada. Nada de esquecer a lua. Nada!
"Eu pra mim é pouco.
Algo se empenha em sair de mim como um louco."Maiakovski
Por mim, já sem fôlegos pra continuar...